FIGHTER FORTALEZA
ARTES MARCIAIS
quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 6 de setembro de 2011
UFC Rio
Dentro e fora do octógono, o UFC Rio agitou a noite de 27 de agosto de 2011 no Rio de Janeiro, no Brasil e, porque não, mundo afora. Mostrou também organização impecável, força econômica em nível global, a extrema habilidade, competência e popularidade de seus atletas e a devoção dos fãs de MMA. Lutas muito bem casadas, com os ídolos brasileiros em belas apresentações, público muito animado, mídia brasileira não especializada em MMA dando destaque e cobertura ao evento e, pela primeira vez, no mundo, transmissão e recorde de audiência em tevê aberta. Assim pode ser descrito o UFC Rio.
Como não fui um dos pouco mais de 15000 sortudos pagantes que assistiram in loco ao evento, minha preparação começou as 16h30 do sábado indo ao mercado comprar cerveja e pizza. Milho pra pipoca sempre tem em casa... Feito isso, foi só esperar o evento começar. O undercard repleto de brasileiros foi a prévia perfeita do que seria a noite. As lutas preliminares, que começaram por volta das 19h, foram muito boas. Deu gosto assistir. Destaque para as lutas de Paulo Tiago, policial do Bope de Brasília, e de Rousimar Palhares, o Toquinho.
O policial fez os fãs na arena cantarem do começo ao fim a música do filme Tropa de Elite, que embalou sua caminhada até a entrada no octógono. Fez boa luta, passou sufoco, foi agressivo e estratégico quando precisou, e, embora tenha sofrido com falta de fôlego, venceu por pontos. Treinar MMA em alto nível e ainda dar expediente de policial, definitivamente, não é tarefa fácil.
Em luta que entrou para a história do MMA mundial, após golpes muito contundentes em seu adversário, Toquinho simplesmente deixou de golpeá-lo para sair comemorando sua vitória, crente de que o árbitro Herb Dean havia interrompido o combate. Foi surreal ver o árbitro ir até a cerca em que ele estava comemorando, traze-lo para dentro do octógono e dar continuidade à luta. Desconcentrado, o brasileiro foi surpreendido e quase nocauteado, para pânico de seu córner. Por sorte, o round acabou e com o minuto de descanso que teve, Toquinho conseguiu encontrar força mental para se concentrar e voltar à luta. Custou caro o momento de euforia; Toquinho venceu por pontos.
O card principal, também repleto de brasileiros, trouxe ainda mais emoção ao evento. Os brasileiros sagraram-se vencedores em suas lutas; apenas Luiz Banha, após ter tido bom começo e controlar o centro do octógono, dando a impressão que venceria com facilidade, perdeu sua luta por nocaute.
Maurício Rua, o Shogun, derrotou o casca grossa Forrest Griffin por nocaute técnico no primeiro round em uma bela luta. Anderson The Spider Silva fez o que dele se esperava, dando seu show costumeiro, e, sem muitas dificuldades, derrotou seu adversário por nocaute técnico no 2º round. Dana White, presidente do UFC, na entrevista coletiva após o evento, disse mais ou menos assim: “Ele é o melhor peso por peso da história do MMA. O melhor lutador do mundo. Ele faz parecer fácil as lutas em sua categoria”.
Todavia, com certeza a luta que mais mexeu com os fãs foi a do brasileiro Antônio Rodrigo “Minotauro” Nogueira contra o talentoso e jovem norte-americano Brendan Schaub. A pressão por uma vitória era imensa sobre o brasileiro. Um ano e meio sem poder lutar devido a 3 graves lesões, que o forçaram a andar de muletas em um período anterior à luta, fizeram com que questionamentos mil surgissem. Fosse derrotado, era dado como certo de que o presidente do UFC, Dana White, forçaria a aposentadoria do veterano brasileiro.
Ao começar a luta e aceitar a trocação com o jovem americano, Minotauro comprovou a todos porque é considerado uma lenda viva do MMA. Aguentou as fortes pancadas em seu rosto, mostrou que seu boxe continua afiado, suas mãos rápidas, e que tem punch. Os fãs ficaram eufóricos, loucos, com a vitória por nocaute do ídolo brasileiro. Eu berrava de alegria como se estivesse num estádio de futebol torcendo pelo São Paulo. Há um vídeo na internet mostrando bastidores do UFC, em que Anderson Silva e sua equipe assistem a esta luta. Impressiona ver as lágrimas de felicidade do grande campeão pela vitória de seu amigo e companheiro de treinos. Há quem defenda que Minotauro só lutou no evento do Rio por pedido de Anderson Silva ao presidente do UFC, Dana White.
Vale destacar, também, que, percebendo a penetração do evento na mídia internacional, alguns clubes brasileiros de futebol firmaram contratos com atletas de grande apelo popular. O pioneiro foi o Corinthians com Anderson Silva, seguido do Cruzeiro com Paulo Thiago, e o Internacional de Porto Alegre com Minotauro. Só o tempo dirá se os envolvidos nesses negócios conseguirão obter algum tipo de benefício além do financeiro.
Fica a certeza de que o UFC Rio foi um divisor de águas na forma como o público, instituições privadas, governos em todos os níveis e a mídia brasileira não especializada passarão a tratar o MMA a partir de agora, pois já há boatos de negociações para novos eventos do UFC em cidades brasileiras para o ano de 2012, sendo as mais cotadas as cidades do Rio de Janeiro e Manaus. Enfim... Show!
Beto Sampaio
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Convite aceito!
Manhã do meu aniversário. Dei uma rápida verificada nas mensagens de parabéns que recebi em minha página de recados no Orkut. Surpreso. Foi como fiquei diante dos parabéns e do convite do Mestre Dornelles para que escrevesse uma coluna mensal sobre artes marciais neste site que ele está desenvolvendo. Curioso, perguntei-lhe se haveria alguma restrição ao que poderia escrever ou comentar. Mestre Dornelles respondeu que tenho liberdade editorial total. Tudo que ele me pediu é o envio do texto, além de duas fotos ou imagens para que ele possa escolher qual irá por no site. Como recusar um pedido desses? Pois é, não há como recusar. Sendo assim, aqui estarei, mensalmente, neste espaço que me foi dado, falando ou comentando sobre algum assunto, estudo, fato ou notícia sobre artes marciais que julgar interessante e ou relevante.
Estou sempre pesquisando sobre as mais variadas artes marciais, formas de combate, métodos de treinamento, técnicas de luta, defesa pessoal, entre outras coisas relacionadas. Citarei as fontes e porei links quando necessário. Gosto do debate educado, da troca de argumentos e ideias sem ofensas, portanto, o leitor que quiser postar comentários sobre os meus textos, assim o faça. Os comentários mais interessantes e ou pertinentes serão respondidos tão logo seja possível e, eventualmente, aqui postados e respondidos.
Aviso previamente que não sou dono da verdade, nem tenho a menor tendência a ser ditador, embora entenda que, no que tange à internet, um leve controle sobre o que é postado seja necessário para evitar danos indevidos a quem quer que seja. Comentários, imagens ou vídeos contendo ofensas, xingamentos ou “trollagens” em geral serão apagados imediatamente e, dependendo da gravidade da situação, seus autores denunciados às autoridades competentes, respondendo judicialmente, se preciso for.
Dito isso, apresento breve currículo marcial. Sou praticante de Hapkido Sungjado desde janeiro de 2007 e de Taekwondo desde junho de 2008; em ambas as artes sou aluno do Mestre Marcelo Pacheco de Andrade. Fiz vários cursos com o Mestre Dayverson Wagner. Treinei judô quando criança. Já fiz algumas aulas de kick-boxing, karatê, ninjutsu, kung-fu e boxe.
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